Opinião:
“É numa trama de suporte às aprendizagens e às necessidades de cariz social, terapêutico e humano, que se tece uma Escola enquanto ‘Elevador Social’: uma Escola que, pela qualidade dos serviços educativos prestados, promove ao máximo o potencial de todo e cada aluno, viabilizando uma mobilidade social ascendente, por via do acesso a uma formação equitativa e de qualidade, que atenda ao facto de nem todos os alunos saírem da mesma ‘linha de partida’”.
Opinião:
“Nas caixas de comentários das redes sociais o fenómeno intensifica-se. Qualquer notícia, opinião ou imagem, dá azo a uma corrente de impropérios e insultos grosseiros. Seja pela proteção do anonimato ou de falsos perfis, seja pela armadura da distância física imposta por um ecrã, o filtro social, que até há pouco tempo estava implícito no comportamento humano, vai deixando de existir”.
Opinião:
“Também sabemos que a mudança não é o produto de um gesto único. É, antes, um processo – seja ele uma mudança de casa, de trabalho, de hábitos e rotinas ou de estado civil. E se há mudanças que nos deixam um sorriso na cara e nos aceleram o coração pela excitação que trazem em anexo, outras poderão ser duras, árduas, feitas de avanços e retrocessos, estendidas por um período de tempo que pode ser muito diferente do expectável”.
Opinião:
“Os rankings não medem o número de pequenos almoços e lanches distribuídos, gratuitamente, em algumas escolas, nem os cabazes alimentares ativados. Não aferem o número de pares de sapatilhas desencantados para garantir a dignidade de quem ali chega de solas rotas, nem os casacos doados para minimizar o frio que sentem”.
Opinião:
“Aquele hiato sereno do qual o tempo emerge e que nos permite só ‘estar’. Sem correr, sem ‘ter que’ fazer. E é neste contexto que reflito sobre o barulho, o silêncio e o ruído: sobre o prazer que retiro de cada atrupido rotineiro, em contraponto ao desconforto estrepitoso de alguns silêncios. É que, efetivamente, o ruído que mais me incomoda ‘cá dentro’, é mesmo o 'barulho-perverso' da apatia e a mudez da indiferença”.
Opinião:
"O sorriso é uma espécie de código postal que encurta a distância entre pessoas, uma via rápida para a empatia, que derruba barreiras e, em jeito de bandeira branca, avisa o outro que não lhe és um perigo".
Opinião:
"O esforço para tornar acessível e democrático o acesso à prática desportiva, num contexto onde a oferta é relativamente diversificada, leva a que as associações pratiquem mensalidades que não lhes garantem, por si só, qualquer sustentabilidade".
Opinião:
"A desorientação que reina por aí, não poderá, seguramente, ser atribuída exclusivamente à ineficácia de psicólogos. Creio ser clara a questão estrutural de uma sociedade ainda presa a títulos, que desvaloriza a importância das Artes, que desconhece a flexibilidade e amplitude dos mecanismos de acesso ao ensino superior, que secundariza a formação técnica/profissional e que insiste em colar a ideia de sucesso escolar ao ingresso numa universidade".